sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Italo Calvino: Sobre el cuento fantástico


















[Imagem: http://www.torinoscienza.it/]
"Tzvetan Todorov, en su Introduction à la littérature fantastique (1970), sostiene que lo que distingue a lo «fantástico» narrativo es precisamente la perplejidad frente a un hecho increíble, la indecisión entre una explicación racional y realista, y una aceptación de lo sobrenatural. El personaje del incrédulo positivista que interviene a menudo en este tipo de cuentos, visto con compasión y sarcasmo porque debe rendirse frente a lo que no sabe explicar, no es, sin embargo, refutado por completo. El hecho increíble que narra el cuento fantástico debe dejar siempre, según Todorov, una posibilidad de explicación racional, a no ser que se trate de una alucinación o de un sueño (buena tapadera para todos los pucheros). En cambio, lo «maravilloso», según Todorov se distingue de lo «fantástico» por presuponer la aceptación de lo inverosímil y de lo inexplicable, como en las fábulas o en Las mil y una noches (distinción que se adhiere a la terminología literaria francesa, donde «fantastique» se refiere casi siempre a elementos macabros, tales como apariciones de fantasmas de ultratumba. El uso italiano, en cambio, asocia más libremente fantástico a fantasía; en efecto, nosotros hablamos de lo fantástico ariostesco, mientras que según la terminología francesa se debería decir «lo maravilloso ariostesco»). El cuento fantástico nace a principios del siglo XIX con el romanticismo alemán, pero ya en la segunda mitad del XVIII la novela «gótica» inglesa había explorado un repertorio de motivos, de ambientes y de efectos (sobre todo macabros, crueles y pavorosos) que los escritores del Romanticismo emplearon profusamente. Y dado que uno de los primeros nombres que destaca entre estos (por el logro que supone su Peter Schlemihl) pertenece a un autor alemán nacido francés, Chamisso, que aporta una ligereza propia del XVIII francés a su cristalina prosa alemana, vemos que también el componente francés aparece como esencial desde el primer momento. La herencia que el siglo XVIII francés deja al cuento fantástico del Romanticismo es de dos tipos: por un lado, la pompa espectacular del «cuento maravilloso» (del féerique de la corte de Luis XIV a las fantasmagorías orientales de Las mil y una noches descubiertas y traducidas por Galland) y, por otro, el estilo lineal, directo y cortante del «cuento filosófico» voltairiano, donde nada es gratuito y todo tiende a un fin. Si el «cuento filosófico» del siglo XVIII había sido la expresión paradójica de la Razón iluminista, el «cuento fantástico» nace en Alemania como sueño con los ojos abiertos del idealismo filosófico, con la declarada intención de representar la realidad del mundo interior, subjetivo, de la mente, de la imaginación, dándole una dignidad igual o mayor que a la del mundo de la objetividad y de los sentidos. Por tanto, esta también se presenta como cuento filosófico, y aquí un nombre se destaca por encima de todos: Hoffmann." Nota: Italo Calvino, escritor italiano, aunque nacido en Cuba, 1923-1985. Sus principales obras —caracterizadas por la mezcla de fantasía, y especulación científica y filosófica—, son El caballero inexistente, Si una noche de invierno un viajero y El barón rampante.

http://www.librosenred.com/foro/viewtopic.php?t=1180&highlight=calvino

Libros que son mala influencia

Roberto Bolaño, escritor chileno (Imagem http://www.elpais.com/)

El libro más celebrado del chileno Roberto Bolaño, Los detectives salvajes, Premio Herralde de novela, fue prohibido para los presos de una cárcel en EE. UU., estado de Texas. Las autoridades a cargo de la selección de material que los prisioneros pueden recibir desde el exterior consideraron que su contenido podría incentivarlos a cometer "conductas criminales desviadas". Más concretamente, argumentaron que el material podía "alentar la homosexualidad o conductas criminales desviadas" y que era "perjudicial para la rehabilitación de los reclusos". Aplicando la consigna del editorial al ámbito literario, ¿qué incidencia sobre la conducta de las personas les conceden ustedes a las obras de ficción? Se sabe que Los sufrimientos del joven Werther, de Goethe, en su momento de publicación provocó suicidios en masa, pero eso puede deberse más a un clima de época que a la aparición puntual de este libro. ¿Qué posibilidades de influir como modelos de comportamiento, piensan ustedes, tiene la literatura? Lo invitamos a participar del debate: http://www.librosenred.com/foro/viewtopic.php?t=1348

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Plantados no chão, de Natalia Vianna

Às onze horas do dia 20 de novembro de 2004, dezessete homens armados entraram na fazenda Nova Alegria, no município de Felisburgo, Minas Gerais. Queriam "acertar a contas" com as 130 famílias do Movimento de Trabalhadores Sem-Terra (MST), que estavam há mais de dois anos no acampamento batizado de Terra Prometida. Os sem-terra denunciavam que parte da terra havia sido grilada, e pela lei deveria ser desapropriada. Adriano Chafik – dono da propriedade – e seus homens caminharam até o centro da ocupação e abriram fogo. Mataram cinco sem-terra e feriram quinze.

Três anos se passaram.

As 13 horas do dia 21 de outubro de 2007, quarenta homens armados entraram na fazenda da multinacional Syngenta Seeds, próxima ao Parque Nacional do Iguaçu, em Santa Tereza do Oeste, Paraná. Queriam “acertar as contas” com os líderes das setenta famílias da Via Campesina que montaram ali um acampamento batizado de Terra Livre. Os camponeses denunciavam os experimentos da Syngenta com sementes transgênicas de soja e milho, que feriam uma lei que proíbe tal prática próxima a reservas florestais. Os homens, contratados de uma empresa de segurança privada, entraram na fazenda já atirando. Executaram um líder sem-terra e feriram outros cinco.

O relato dos dois episódios assusta pela semelhança. Mas deveria chamar a atenção, também, pela diferença. São duas histórias distantes no espaço e no tempo, envolvendo atores diferentes e com motivações diferentes. No entanto, como numa novela bem ensaiada, o desenrolar dos acontecimentos é idêntico: as vítimas já haviam sido ameaçadas, as autoridades sabiam do perigo eminente, mas mesmo assim nada foi feito. O desfecho, também, provavelmente será o mesmo. Enquanto matavam mais um sem-terra no campo da Syngenta, Adriano Chafik, réu confesso do massacre de Felisburgo, continuava sem julgamento – e sem previsão para tal.

O livro Plantados no Chão é um grito de indignação contra essa novela. Publicado em junho de 2007, é uma compilação de mais de 180 casos de militantes assassinados nos últimos 4 anos – durante do governo Lula – por causa da sua convicção. É uma tentativa de entender esses assassinatos, buscar estabelecer que padrão eles seguem, por que eles acontecem e perguntar como continuam a ocorrer em um governo que foi eleito com o apoio desses mesmos movimentos sociais. Não são respostas fáceis, e por isso não pretendemos esgotar o assunto, mas iniciar um debate muito necessário.

Cada assassinato político não é a morte de um militante, é um pouco a morte da causa que ele defende. Os assassinatos políticos nos dias de hoje não servem para exterminar uma pessoa, mas para refrear a demanda de um grupo que é representado por essa pessoa. Ao permitir essa rotina de violência, nosso governo permite que a democracia brasileira continue sendo decidida a bala. Não é algo para se orgulhar.

Desde o lançamento, sempre quisemos que o livro fosse disponibilizado na internet para download gratuito. Queríamos desde o começo que o seu conteúdo tivesse mais alcance do que a forma (e o preço) de um livro pode alcançar. Queremos levar esse debate para os mais diferentes cantos possíveis. Por isso, como autora (juntamente com toda a equipe da Conrad) pedimos: baixe o livro, copie, imprima, leia, releia, critique. Afinal, parafraseando a jornalista britância Jan Rocha, autora do prefácio do livro, o assassinato político não é a morte de uma só pessoa; é um golpe contra a esperança – e contra o futuro da nossa democracia.

E o trabalho iniciado com Plantados no Chão não termina por aqui. Em breve estrearemos um blog neste site, onde manteremos os leitores atualizados não apenas em relação aos crimes relatados no livro, mas também abrindo espaço para novas denúncias.

Aproveite o livro e o site, e espalhe a idéia.

Natalia Viana

Para baixar o livro: http://www.conradeditora.com.br/plantadosnochao.html

O Diário Bazofiano de Reinhard Lackinger

O taverneiro, julgando-se meio druída, está tendo nova poção mágica à base de lúpulo para dar à cerveja um gosto de antigamente. Com tanta coisa para fazer, ele não se importa que eu use este espaço para narrar nossas aventuras na Bazófia Oriental.
O
vôo até Sdansk, capital da Bazófia Oriental foi um pinga-pinga danado. Em Madri embarcaram turistas tipo farofeiros, com bebidas na mão, falando alto... Em Milão, Frankfurt, Viena...outros tantos. Um cidadão bazofiano sentado na poltrona ao meu lado, se mostrava visivelmente contrariado.
- Estão todos indo para o "Piscis-Valis", o "Peixeval" de Sdansk... - disse ele - A festa popular mais animada de toda Bazófia Oriental, frequentada também pelos esbornianos e os malegos...-
- Malegos?-, perguntei.
- Sim, Malegos... cidadãos da Malícia... outro país à beira do Mar Asmo -, explicou nosso companheiro de viagem.
- Uma festa dessas, que atrai muitos turistas, deve gerar um monte de divisas, uma fortuna em euros para o seu país.
- Antes fosse! Na verdade, esses turistas tipo "pé de chinelo" vêm para a Bazófia Oriental porque a passagem é barata. O governo da Bazófia Oriental paga a diferença... paga caro para essa gentalha fazer turismo sexual nas ruas de Sdansk.
- Estou sentindo uma pontinha de má vontade de sua parte para com esses viajantes, ou estou enganado?
- A minha má vontade tem outro endereço... O sultão da Bazófia Oriental e a agência oficial do turismo bazofiano por explorar criminosamente os lugares mais lindos do litoral do Mar Asmo, causando depredação e prejuízos para os moradores e comerciantes locais que pagam impostos para serem expulsos de suas residências e estabelecimentos.
- A julgar pelos anéis de ouro e diamantes em seu dedo em riste, o senhor deve ser um dos comerciantes atingidos...
- Sou.
- Entendo.
- Na verdade, o problema não são só os turistas. É a desordem que encontram. A baderna criada pelos ximbas e os puliça. Ximbas das tribos "Sem-Eira", "Sem-Beira"... gente da tribo "come badofe", que vive em tendas ao redor de uma fogueira, onde cozinham e dormem... os "Sem Sala". Tão logo começam a erguer os palcos para shows, hordas de "Sem Sala" invadem nossas ruas. Ambulantes, trazendo caixas e mais caixas de isopor, transformando os nossos lindos bairros em terreno dos "Sem Sala". O que me desagrada é que o nosso sultão favorece os "Sem Sala" em detrimento do comércio legal instalado na área. Parece que a gente tem mais talento para "Sem Sala" do que para Casa Grande... que fica restrita a meia dúzia de Shopping Centers -, disse o cidadão bazofiano... da etnia dos bonachonitas. Como a gente, ao chegar no Aeroporto Internacional Grão Mufti Hadschi Halef Omar Ben Hadschi Abbul Abbas Ibn Hadschi Dawud Al Gossarah pegaria imediatamente a van para a Esbórnia Superior, não dei muita importância para o que o bazofiano disse... nem me dei ao trabalho de traduzir as queixas dele para o taverneiro Reinhard. Naquele momento ainda não sabíamos que teríamos que pernoitar e passar mais de um dia em Sdansk...
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Gostou? Peça mais: reinhard@lackinger.com.br

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

El comandante se jubila












Fidel Castro não deixou o gostinho para que o seu obituário fosse escrito: “Ditador comunista que governou uma pequena ilha caribenha por meio século”. "El Comandante" está se aposentando após 49 anos no poder. Há uma ironia no anúncio nesta terça-feira. Um ditador anacrônico escolheu um meio moderno (carta publicada na edição online do jornal Comunista "Granma"), para comunicar que não aceitará novo mandato presidencial. A novela está acabando. Fidel transfere o poder para seu irmão Raúl. Fidel Castro é um ícone. Foi personagem da Guerra Fria e resistiu à obsessão americana de derrubá-lo. Fidel sobreviveu a tentativas de assassinato pela CIA, derrotou uma invasão de contras e resistiu à derrubada do muro de Berlim, consolidando o anacronismo do seu regime. Ao lado do companheiro de armas Ernesto “Che” Guevara, Fidel Castro foi um ícone de várias gerações de revolucionários românticos. Alguns chegaram ao poder à frente de pragmáticos regimes de esquerda. No legado do comando de Fidel Castro ficam os ganhos em saúde, ciência, esportes e educação, mas o quadro político não é saudável. Fidel deixa o poder. O castrismo sobrevive, mas não sabemos por quanto tempo. (Texto baseado na coluna de Caio Binder. Fotos: http://ultimosegundo.ig.com.br/)

Paris, maio de 1968...



























A História de hoje foi iniciada em 1968. Quarenta anos depois, antes do esquecimento, você não pode deixar de saber tudo o que aconteceu e quem fez tudo acontecer...
http://www.mai68-labd.com/

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Paulo Patarra

"Morreu um Homo sapiens sapiens
por Mylton Severiano
Revista Realidade, já ouviu falar?De meados da última década para cá, jornalistas da novíssima geração, professores das escolas de comunicações e, em conseqüência, formandos – gente nascida, portanto, depois que Realidade deixou de circular –, redescobriram a revista “cult” da Editora Abril. Para nós, sobreviventes daquela redação, o termômetro desse interesse vem sendo a crescente e constante procura anual de estudantes, empenhados em nos entrevistar para produzir seus TCCs, Trabalhos de Conclusão de Curso, mestrados e doutorados.Pois acaba de morrer, aos 74 anos, a 21 de janeiro de 2008, o principal responsável pela existência e pela fórmula do sucesso até hoje irrepetível de Realidade: meu muito querido amigo Paulo Patarra, o P. Pat. (...)" Leia o artigo completo em:
http://www.carosamigos.com.br