domingo, 30 de março de 2008

O sumido Dalcídio Jurandir


Dalcídio Jurandir (Ponta de Pedras, Ilha do Marajó, Pará, 10/01/1909 - 16/06/1979) foi um romancista brasileiro. Jurandir estudou em Belém até 1927. Em 1928 partiu para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como revisor na revista Fon-Fon. Em 1931 retornou para Belém. Foi nomeado auxiliar de gabinete da Interventoria do Estado. Escreveu para vários jornais e revistas. Comunista assumido, foi preso em 1936, permanecendo dois meses no cárcere. Em 1937 foi preso novamente e ficou quatro meses retido, retornando somente em 1939 para Marajó, como inspetor escolar. Escreveu para vários veículos e acabou como repórter da Imprensa Popular em 1950. Nos anos seguintes viajou para a União Soviética e Chile. Publicou o restante de sua obra, inclusive em outros idiomas. Em 1972 a Academia Brasileira de Letras concedeu ao autor um prêmio (entregue por Jorge Amado), pelo conjunto da obra. Em 2001, concorreu com demais personalidades ao título de "Paraense do Século". No mesmo ano, em novembro, foi realizado o Colóquio Dalcídio Jurandir, homenagem aos 60 anos da primeira publicação de "Chove nos Campos de Cachoeira". Em 2009 comemora-se o centenário do escritor e estão sendo realizadas campanhas para que todos os seus livros sejam novamente publicados.
Obras de Dalcídio Jurandir
Série Extremo-Norte
Chove nos Campos de Cachoeira (1941)
Marajó (1947)
Três Casas e um Rio (1958)
Belém do Grão Pará (1960)
Passagem dos Inocentes (1963)
Primeira Manhã (1968)
Ponte do Galo (1971)
Os Habitantes (1976)
Chão dos Lobos (1976)
Ribanceira (1978)
Série Extremo-Sul
Linha do Parque (1959)
Publicações póstumas

Passagem dos inocentes – Editora Falângola, 1984
Chove nos campos de Cachoeira – Editora Cejup, 1991
Marajó – Editora Cejup, 1992
Três casas e um rio, Editora Cejup, 1994
Belém do Grão-Pará - Edufpa/Casa de Rui Barbosa, 2004
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