sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Premios Nobel que dão riso–Javier Farje (da BBC Mundo)

Os premios Nobel se converteram na culminância de uma vida de sucessos, queira se trate do descobrimento da penicilina ou das historias de Macondo. Porém há quem considere que é um galardão desgastado por considerações políticas e decisões subjetivas, que deixam de lado muitos daqueles contribuíram para o progresso da humanidade. Por isso foram criados premios alternativos com o objetivo de cobrir esse vácuo. Porém às vezes os instigadores de semelhantes troféus, como que não levam as coisas muito a serio. Este é o caso dos chamados Premios Nobel Ig, entregues na Universidade de Harvard e cuja filosofia é premiar esses logros "que nos fazem rir e de imediato nos fazem pensar".
A lista deste ano cumpre de maneira fiel esse objetivo:
Medicina - Dan Meyer y Brian Witcombe, do serviço de saúde do condado britânico de Gloucestershire, por descobrir que engolir espadas nos espetáculos de magia pode causar danos às cordas vocais.
Física - Uma equipe chileno-estadounidense que descobriu que o ferro de engomar resolve o problema das rugas na roupa de cama.
Química - Mayo Yamamoto de Japão, por desenvolver uma técnica para extrair essência de baunilha da bosta de vaca.
Biologia - A cientista holandesa Johanna van Bronswijik, por promover um censo dos insetos, aranhas e fungos que encontramos em nossas respectivas camas.
Literatura - Glenda Brownne, da editora Blue Mountain, da Austrália, por seu estudo do artigo inglês "the" e como ele pode desconcertar aos que desejam ordenar as coisas em ordem alfabética.
Lingüística - A Universidade de Barcelona por demonstrar que as ratazanas são incapazes de encontrar diferença entre uma pessoa que fala japonês de trás para adiante e alguém que faz o mesmo, porém em holandês.
Paz - O laboratório da base aérea estadunidense da Ilha de Wright, por promover a investigação e o desenvolvimento de uma arma química que, ao ser lançada, estimula o comportamento homossexual no inimigo, o que faz que comecem a querer transar entre si, de maneira que se distraem e, zás, caem sobre eles os tanques e a infantaria.
Economia - Kuo Cheng Hsieh por patentar um sistema para prender ladrões de banco, lançando uma rede encima deles.
Aviação - A Universidade Nacional de Quilmes, na Argentina, por descobrir que os remédios contra a impotência podem ajudar os coelhinhos das Índias a se recuperar dos traumas ocasionados pelos vôos transatlânticos.
E o galardão de jornalismo vai para o autor deste artigo desajuizado, por falar de premios que não beneficiam ninguém, a menos que você seja engolidor de espadas, coelhinho das índias, soldado, ladrão de bancos, aviador...